Benefícios dos exercícios físicos para a nossa saúde mental
- Cristiane Yukiko Kondo
- 25 de abr.
- 2 min de leitura
Estamos em 2026 e já acumulamos muitas e muitas pesquisas indicando que praticar exercícios físicos está relacionada à promoção de saúde, prevenção de doenças, prevenção de transtornos mentais e auxiliando no tratamento de transtornos mentais (além de muitos outros benefícios).
As pesquisas indicam que a atividade física pode reduzir o risco de desenvolver uma depressão, alivia os sintomas de quem já está com um processo depressivo, e pode prevenir o desenvolvimento de um novo episódio depressivo (para quem já teve uma depressão antes).
Para ansiedade, a atividade física é essencial no tratamento! Melhora os sintomas ansiosos, diminui a tensão, diminui os hormônios do estresse, melhora o humor e a autoestima.
Para o TEPT (transtorno de estresse pós traumático), a atividade física complementa o tratamento psicoterapêutico por diminuir os hormônios do estresse, promover a diminuição da tensão e a diminuição da intensidade dos sintomas.
Para a síndrome de burnout (síndrome de esgotamento), o exercício físico é essencial na prevenção e no tratamento. A única ressalva é que o exercício físico não seja excessivo ou exagerado para quem está em burnout (porque há alguns indicativos de que o exercício físico excessivo pode agravar o quadro ou até provocar um burnout). Nesse caso, a recomendação é que a atividade seja leve ou moderada, com uma frequência consistente.
Para o TDAH, o exercício físico complementa o tratamento farmacológico (medicação) e o tratamento psicoterapêutico.
Benefícios indiretos da atividade física:
melhora na qualidade do sono
melhora no humor
melhora na autoestima
melhora na memória e raciocínio
melhora na capacidade de concentração
melhora no aproveitamento dos estudos
sensação de ter mais energia e disposição
Minhas sugestões para você:
Tenha sempre um Plano B, C, D...
Nem sempre a gente consegue ter as condições ideais sincronizadas. Ter planos alternativos aumentam a probabilidade de você conseguir se exercitar mesmo que surja algum imprevisto. Colocar um plano em ação é mais rápido e garantido do que conseguir improvisar... Então, faça um plano B, um plano C, um plano D.
Inclua atividades prazerosas
Dentre as possibilidades de exercícios, inclua na sua rotina algumas atividades que você goste. Por exemplo: eu gosto de mar. Então vou colocar nos meus planos: nadar em uma praia aqui perto, andar de caiaque, aprender a andar de stand up paddle, canoa havaiana, caminhar na areia. Ter uma atividade que eu gosto muito me ajuda a ter um empurrãozinho a mais na motivação além de me nutrir (emocionalmente).
Inclua alternativas sozinho e alternativas em grupo
Exercitar-se sozinho precisa estar nos seus planos (assim, você tem mais chances de conseguir se exercitar se não tiver companhia) e seria legal se você também tivesse atividades acompanhado de alguém ou de um grupo.
Se você está parado há algum tempo, comece devagar
Para começar a mexer qualquer grupo muscular, o corpo primeiro precisa fortalecer os circuitos do sistema nervoso que comandam esse movimento. Então, é normal que as primeiras vezes sejam realmente mais frustrantes porque o corpo não consegue fazer o movimento da forma como a gente gostaria. É como se o corpo precisasse de estímulo para relembrar como faz para mexer aquele músculo. Perceba a mudança nos movimentos minutos depois, horas depois, dias depois. E lembre-se disso quando for iniciar um movimento novo. Vamos com paciência e com consistência.



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